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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Veni, vidi, vici...


O dia de hoje foi bem mais curto do que é habitual. Talvez justificado pela noite prolongada de ontem. Mas acerca dessa prefiro nem falar. E até nem é por não querer. É mais por nem saber por onde começar. Pelos "dinamites"? Digo apenas que mais uma vez as festas da empresa estiveram ao mais alto nível.

"Tens 2 meses para te preparar..." - disse ela a rir-se.

Cheirou-me a desafio. Percebi que se referia ao braço e à incapacidade de conseguir jogar nos próximos tempos. Em tom de brincadeira disse-lhe que já estava preparado há anos. Quanto muito poderia era passar 2 meses a aquecer. É claro que se ela for em ping-pong metade do que é em padel... estou bem tramado. Bom. Pensando melhor, é melhor ir treinando.

"Encontramo-nos no liceu francês." - disse eu.

Parece que ele lá conseguiu convencer o cunhado a aparecer com uma carrinha grande o suficiente para levarmos a mesa. Dito feito. Fomos os 3 à Decathlon, comprámos a mesa e ele ainda comprou uma raquete "especial de corrida". Verdade seja dita que até à data a raquete não tem abonado a favor.

Quando chegámos à Fullsix, começámos a montar a mesa e mandámos vir pizzas. A noite prometia ser longa. E quando acabámos de montar a mesa, a excitação era tal que nem a tirámos do lugar. Onde estava foi onde ficou. Pelo menos nos 3 ou 4 primeiros jogos. Num laivo de racionalidade e inteligência, acabámos por admitir que na entrada é que se jogava bem e assim foi. A nostalgia e o vício do jogo impelia-nos a continuar a jogar cada vez mais. Estávamos cansados mas não conseguíamos parar de jogar.

"Vá... este é mesmo o último!" - dizia ele pela sétima vez.

Há quem lhe chame a "mesa do César". Não deixo de achar piada e rir-me, mas acabo sempre a refutar a ideia. A mesa não é minha. É de todos. Mesmo daqueles que não contribuiram para ela. Combinam-se agora torneios, desafiam-se uns aos outros e há até quem tenha começado a almoçar sandes para chegar à mesa primeiro.

"Bom. Ainda bem que me convenceste a comprar uma rifa!" - disse ela enquanto segurava no filho.

Se é um sucesso? Acho que sim. Acho que olhando para trás todos estão contentes por se terem deixado levar na conversa da rifa a 1 euro. Ela pelo menos tem de estar visto que aquelas 2 rifas lhe valeram o primeiro prémio. Rio-me. Penso se ela não preferia ter abdicado do prémio e evitado toda a exposição a que esteve sujeita.

"Sr. César... se me der 20 de avanço vou lá acima jogar consigo." - disse ele.

Os próximos passos? O próximo objectivo? Acho que ainda temos um bom caminho a percorrer. Eles falam das mais variadas coisas, desde o saco de boxe à mesa de bilhar, passando pelas humildes setas ou até pelo mini-golfe. Até que ponto são ou não viáveis... isso logo se vê. Uma coisa é garantida: vou continuar a dar voz ao que todos querem e a tentar torná-lo possível. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ela disse padeleiros?


Adoro ténis. Tudo começou com as aulas que tive no colégio em miúdo. Joguei durante 2 ou 3 anos e embora não estivesse entre os melhores jogadores do Planalto, fui um dos que participou num torneio regional. Foi algo que nunca deixei de fazer.

Os anos foram passando e fui sempre encontrando alguém com quem jogar. Quando não jogava no colégio, jogávamos os três em monsanto. Eu, o meu irmão e ele. Volta e meia também ele trazia o irmão mas nunca jogávamos a pares. Nunca gostei de jogar a pares. Verdade seja dita que nessa altura eu também não era propriamente um "team player". Isso foi algo que apareceu mais tarde.

Mais tarde também, comecei a jogar com ela. Adorava jogar com ela. Éramos equilibrados o suficiente para ser motivador e ela jogava um pouco melhor que eu. Apenas o suficiente para me sentir desafiado.

"Vou ter um bebé!" - disse ela.

Impressionante. Acreditem ou não, a primeira coisa que me ocorreu foi com quem é que eu iria começar a jogar ténis... e só depois é que me lembrei de lhe dar os parabéns. Nunca jogámos a pares e ainda bem.

"Bom... vais levar um banho de bola! Tu não tens noção." - dizia ele.

Eu ria-me. Estava contente porque sabia que talvez ali estivesse novamente alguém com quem voltar a jogar. Não fazia a menor ideia das suas capacidades dentro do campo mas, independentemente disso, nunca me ocorreu ser melhor que ele. Estava a picá-lo. E ele é tão fácil de picar. Continuámos a jantar. Ela ria-se. Também ela ia jogar nesse dia. Mas não connosco. Fazíamos apostas sobre quem seria melhor. Dois galos dentro do mesmo poleiro. Continuámos a jantar e seguimos para o bairro.

"Ouve. É que é já amanhã. Aceitas?!" - perguntou ele em tom de desafio.

Estávamos no bairro alto. Perdia-se a conta a quantos "dinamites" e imperiais havíamos bebido. A manhã aproximava-se e escusado será dizer que no dia a seguir, nenhum dos dois estava em condições de falar sequer, quanto mais jogar um jogo de ténis. Adiámos o jogo. Foi um acordo mútuo de cavalheiros.

Ping pong. Adoro. Desde sempre que me lembro de termos mesa de ping pong em casa. Não em Lisboa. Na praia grande. Também ele tinha mesa em casa e era lá que habitualmente nos juntávamos para jogar. Eram sempre alternadamente snooker e ping pong. Nem sei se é possível jogar ping pong a pares. Seja como for... também nunca aconteceu.

"É possível..." - disse ela - "...ping pong a pares!"

Sorri. Achei piada.

Raquetes de praia. Gosto. Sempre que posso jogo.. Infelizmente nem sempre se arranja quem esteja disposto a jogar. Mas quando se proporciona, sabem que podem contar comigo... desde que não seja a pares.

Padel... hein?! Padel quê? E tem mesmo de ser a pares? Nunca tinha ouvido falar de tal coisa até começar a trabalhar na Fullsix. Mas também seria uma questão de tempo tendo em consideração a posição deles neste meio. Eles organizaram estas 2 horas e posso dizer que gostei. E gostei de ter jogado a pares. De ter uma equipa. Aliás, gostei muito mesmo. Eu e todos os que lá estiveram. E quero repetir.

Sinto que ainda prefiro o ténis. Ao mesmo tempo, sinto também que ainda não dei tempo suficiente a esta nova modalidade, para crescer, dominar e para me habituar a ter um par... e paredes!

Ele suava. Pingava. Adorei ter feito equipa com ele em todos os jogos. Em 7 jogos perdemos somente 2. E ele estava furioso com isso. Eu ria-me e dizia-lhe para se acalmar. Lembrava-me daquela noite em que ele havia dito que me ia dar um "banho de bola" e agora aqui estávamos nós... mas do mesmo lado do campo.

"Bom, já vi que contigo... perder nem a feijões!" - disse eu.

Ele lá acabou por soltar um sorriso. Tínhamos tido uma grande noite. Tinha sido uma excelente primeira experiência. Estávamos cansados e desejosos de chegar a casa... mas também com muita vontade de voltar!
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